ARTIGOS
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1) 19/01/2010 Fazer o certo não deve depender de acordos, por Eduardo Pocetti
A Conferência do Clima chegou ao fim. Praticamente tudo o que se pretendia deliberar desta vez foi adiado para o final de 2010, quando um novo encontro de lideranças mundiais deverá acontecer na Cidade do México. Maldosamente, alguns já apelidam o encontro de Copenhague de “Conferência do Anticlímax”.
Houve, de fato, a frustração de muitas expectativas alimentadas desde a eleição de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos – esperava-se que o democrata fosse mais sensível às questões ambientais do que o seu antecessor. A China também parecia mais disposta a negociar do que na época de Quioto, quando se manteve refratária a qualquer possibilidade de acordo. O fato de a Conferência ter chegado ao fim sem metas claras ou compromissos assumidos jogou um balde de água fria nos mais otimistas.
Porém, temos de admitir que esse encontro teve o mérito de reunir as autoridades políticas mais relevantes do planeta em uma ampla discussão sobre a necessidade de impedir que a temperatura global se eleve mais do que dois graus centígrados. E o motivo pelo qual o consenso ainda não foi possível é bastante justo e razoável: existem dificuldades reais para se conciliar progresso econômico e conservação ambiental.
Não se trata de demonizar esta ou aquela nação. Ninguém está disposto a sacrificar a recuperação pós-crise ou a oportunidade de melhorar as condições de vida de seu próprio povo em nome da prevenção de problemas futuros. Na hora de defender os interesses nacionais, líderes tão distintos como Barack Obama, Hugo Chávez e Ângela Merkel revelam empenho e ardor idênticos.
E, por mais que os pesquisadores do clima se empenhem em demonstrar que as consequências do aquecimento global podem ser desastrosas, o fato é que existem dúvidas muito plausíveis quanto à verdadeira extensão dos possíveis danos. Também não está completamente definida a forma de as ações humanas interferirem na ocorrência das mudanças climáticas. A questão é: podemos desconsiderar necessidades atuais e palpáveis em nome de riscos hipotéticos?
Não existe uma resposta simples para esta pergunta. A única coisa que se pode dizer, com certeza absoluta, é que será necessário encontrar um meio de crescer com sustentabilidade, aliando aprumo tecnológico, conscientização e planejamento. Desse modo, será possível equacionar os diferentes interesses.
Para o Brasil, a participação em Copenhague foi essencialmente positiva, sobretudo no que diz respeito à consolidação da nossa imagem no mundo. Por um lado, ganhamos prestígio com a nossa disposição em cooperar com medidas globais e com a apresentação de metas de redução das emissões nacionais de gases de efeito-estufa – até 2020, nossas emissões serão reduzidas em torno de 36,1% a 38,9%. Por outro, tivemos a chance de mostrar que a questão ambiental faz parte da nossa agenda política há bastante tempo: em seu pronunciamento, o presidente Lula ressaltou que as fontes limpas e renováveis predominam na matriz energética nacional, pois mais de 85% da energia elétrica consumida no País é de origem hidrelétrica, somos pioneiros no uso de biocombustíveis e possuímos a maior frota mundial de automóveis com motor flex.
Nosso calcanhar-de-aquiles continua sendo a derrubada de mata nativa, principalmente na região amazônica. O desmatamento responde hoje por mais da metade das emissões de gases de efeito-estufa no País, e conter essa devastação é fundamental. O Brasil já mostrou que está disposto a assumir a missão de conter 85% do desmatamento amazônico até 2020. A meta é ambiciosa e de difícil cumprimento, mas absolutamente necessária.
É importante salientar que, ao contrário de outros emergentes, o Brasil vem fazendo sua lição de casa no que diz respeito à minimização dos impactos ambientais resultantes da atividade produtiva. A história de Cubatão, cidade que um dia personificou a poluição e a degradação ambiental, ilustra muito bem esse amadurecimento brasileiro.
No início da década de 80, as fontes industriais de Cubatão emitiam 363 mil toneladas/ano de poluentes particulados e gasosos. As consequências eram graves: cerca de 60 km² da vegetação da Serra do Mar praticamente desapareceu, acarretando erosões nas encostas, deslizamentos e inundações, e a contaminação da água, do ar e do solo traduziu-se em problemas sérios de saúde, com quinze vezes mais ocorrências de anencefalia em Cubatão do que em outras cidades do Brasil. Mas o símbolo mais forte da degradação ambiental de Cubatão foi o incêndio de Vila Socó, provocado pelo estouro de oleoduto em fevereiro de 1984. Na tragédia, uma centena de pessoas morreu.
Para mudar essa triste realidade, o polo industrial de Cubatão investiu um bilhão de dólares em equipamentos e instrumentos de controle e medição de alta sofisticação tecnológica. O esforço valeu a pena, pois, 25 anos depois da implantação do Programa de Recuperação Ambiental, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) da Secretaria do Meio Ambiente pôde anunciar a redução de 99% nas emissões de materiais particulados, de 6% nas emissões de hidrocarbonetos e de 99% nas emissões de fluoretos. Já o óxido de enxofre e a amônia, causadores da chuva ácida que matava a vegetação, foram reduzidos em 72,17% e 99,43%, respectivamente.
Além de ser um exemplo da incrível capacidade de recuperação da natureza, o caso de Cubatão evidencia duas coisas muito importantes: a primeira delas é que a mobilização do poder público, da iniciativa privada e da sociedade tende a produzir bons resultados; e a segunda é que o trabalho ambiental deve ter viés técnico e pragmático.
Não dependemos de protocolos internacionais para fazer o que é certo. Por isso, independente do sucesso ou do fracasso dos acordos globais, podemos ter ações eficientes e proativas – exatamente como vem demonstrando, com sucesso e competência, o empresariado brasileiro que incorporou a sustentabilidade aos seus métodos e processos.
* Eduardo Pocetti é CEO da BDO, quinta maior empresa do mundo nas áreas de auditoria, advisory e tax.
2) 26/01/2010 - Otimismo é respaldado em números, por Esmir de Oliveira.
Há razões de sobra para o empresariado brasileiro ficar otimista. Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) demonstram que as empresas paulistas de micro e pequeno porte conseguiram se recuperar muito bem no final do ano passado. Embora tenha sido observada uma queda no faturamento real desse segmento, da ordem de 4,5% em relação ao período anterior, o mês de novembro registrou alta de 4,8% na comparação com o mesmo mês de 2008. Na indústria, o crescimento foi de 8,3%, no comércio, de 4,7%, e no setor de serviços, a alta foi de 1,6%.
Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o volume financeiro captado pelas empresas saltou de R$ 34,25 bilhões em 2008 para R$ 45,9 bilhões em 2009. Seis novas ofertas públicas de ações (negociação conhecida pela sigla IPO, de Initial Public Offering) responderam por mais da metade dos recursos obtidos no período.
O fato de os investidores estrangeiros terem adquirido 66% do montante ofertado revela que, definitivamente, o Brasil se tornou um dos destinos preferenciais para o capital negociado em escala global - e isso é muito bom para as empresas, que podem se capitalizar e contar com os recursos necessários ao seu crescimento.
O número de IPOs deverá crescer em 2010, e ainda mais em 2011. Devido às obras que serão necessárias à adequação da infraestrutura do País para a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, e também daquelas que já estavam previstas pelo PAC, as companhias ligadas à área da construção civil são as que apresentam maior potencial para atrair investimentos.
Os gestores que pretendem realizar as IPOs de suas organizações entre 2010 e 2011 não podem perder tempo: devem recorrer à contratação de auditores independentes e de consultores, com a finalidade de corrigir eventuais desvios e de organizar suas demonstrações contábeis, adequando-as às normas internacionais, como preconiza a legislação vigente.
Também é possível antever uma "corrida ao empreendedorismo" pelos próximos anos. E é do estado de Alagoas que vem uma das melhores ideias já surgidas com o propósito de facilitar a vida de quem resolve investir capital e energia na criação de um negócio próprio: gestores da Secretaria da Fazenda e da Junta Comercial alagoanas, do Instituto de Tecnologia da Informática e Informação (Itec) e do Sebrae daquele Estado vêm discutindo a implantação de uma versão online da Central Fácil de Atendimento.
Assim que estiver em funcionamento, a ferramenta permitirá que se tenha acesso aos órgãos responsáveis pela concessão da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídica (CNPJ), como Receita Federal e Vigilância Sanitária, e disponibilizará informações e orientações úteis sobre as legislações de diversas cidades e a respeito de trâmites municipais e estaduais. A finalidade principal desse recurso é facilitar a abertura de empresas e a solução de problemas pelos micro e pequenos empresários.
Em resumo, a economia sobreviveu ao impacto da crise mundial e as empresas de menor porte conseguiram superar as adversidades, apesar de enfrentarem obstáculos para obtenção de crédito, a sobrecarga tributária e o excesso de burocracia. Temos, portanto, motivos razoáveis para acreditar que o ano de 2010 corresponderá às nossas melhores expectativas.
* Esmir de Oliveira é sócio-diretor da BDO uma das cinco maiores empresas do Brasil e do mundo em auditoria, tax e advisory.
3) 02.02.2010 - O fim do target: identidade e consumo na pós-modernidade
O fim do target: identidade e consumo na pós-modernidade O Target, se é que ainda existe, virou móvel. A Ipsos, multinacional de pesquisa, traz uma polêmica para discussão. Será que estamos vivendo o fim do target? Clotilde Perez, semioticista da Ipsos, discute com profundo amparo teórico a pluralidade de atitudes e comportamentos a que os consumidores se permitem nos dias de hoje. Clotilde Perez cita Canevacci, que cunhou o conceito de “multivíduo” para definir o homem contemporâneo, ele não é mais “indi” de indivisível, mas “multi”, complexo, fugaz. Não há mais uma única identidade, mas identidades no plural. O paradigma modernista da razão Face às novas tecnologias de produção desenvolvidas a partir da revolução industrial, houve grande mudança no processo social do trabalho. O planejamento da produção foi um dos efeitos mais evidentes. A partir daí, por muito tempo as organizações se voltaram para a racionalização da produção. Somente após a “crise de 29” que essa ultrapassada concepção entrou em colapso. Assim, o consumidor e suas necessidades tornaram-se o novo centro gravitacional do sistema capitalista. Proliferaram nesse momento inúmeras teorias para explicar o comportamento do consumidor, das motivacionais à psicanálise. Maslow com a “hierarquia das necessidades humanas” deixou suas marcas na formação de toda uma geração de profissionais de marketing. Mas só com o fim do marketing de massa é que a expressão target ganhou força. O mercado passou, então, a ser dividido em segmentos homogêneos, baseados no paradigma modernista da razão, o que muito facilitava as previsões. O paradigma da transitoriedade O homem contemporâneo, além de múltiplo, multivíduo, é metamórfico. Avatares em profusão, sobrepostos com a rapidez que o mundo digital proporciona. Simulacros para necessidades sociais tão explicitamente inéditas. O protagonismo permanente e a atuação performática na cenografia do consumo são as marcas do consumidor. Semblantes plásticos que objetivam a criação de novas personagens transitórias, reveladoras de um ator versátil, pronto à inconstância. Personagens que abrigam infinitas imagens sociais efêmeras. Fragmentos que não tardam em se dissolver. Será que Raul Seixas foi mesmo visionário “eu prefiro ser aquela metamorfose ambulante” ? Em meio a esse universo que não se deixa fixar, como “atingir os consumidores?” - restou aos teóricos do marketing intervir no mercado por meio da identificação dos filões comunicacionais e da análise de seus respectivos pesos nos campos sociais. Projetam-se cenários futuros, comportamentos possíveis, a partir do entendimento das tendências e manifestações. O marketing saiu da agonia e voltou-se para o entendimento sócio-cultural do indivíduo. Uma evidente conseqüência desse novo paradigma é a mudança do foco do produto às marcas. Da concretude do produto à subjetividade do signo marca. Se antes as organizações pesquisavam o que era desejado pelos consumidores, empenhavam-se em criar ofertas que atendessem às exigências identificadas; agora, o que cobiçam é a criação de signos deslocados, imateriais, com alta potência transformadora, puro fetiche. A mercadoria como fetiche passa a atuar como um saciador de nossas faltas essenciais, proporcionando, ainda que transitoriamente, a satisfação. A possibilidade de completude por meio do uso e consumo das marcas, mesmo na certeza da transitoriedade, é o que explica a idolatria fetichista dos templos de consumo contemporâneos. Dessa forma, concluímos que se, por um lado, a mudança paradigmática do marketing sofisticou o próprio marketing; por outro, ao dar vida às marcas, contribuiu para que as relações sociais por detrás das mercadorias fossem ainda mais mascaradas, mais falseadas. Por isso, podemos dizer que os tempos pós-modernos de forma alguma eliminaram a ideologia, mas, pelo contrário, intensificaram- na. Tornaram seu processo mais complexo. Se até agora ideologia era aproximada à idéia de identidade entre desiguais, agora a ideologia é fundada na diferença. Clotilde Perez é semioticista da Ipsos, que desde 1999 desenvolve projetos que integram conhecimento acadêmico e experiência de mercado. É Livre-docente em Ciências da Comunicação pela ECA/USP. Pós-doutora pela Universidade de Murcia, Espanha. Doutora em Comunicação e Semiótica e Mestre em Marketing pela PUC/SP. É professora na ECA – USP e na PUC SP. É coordenadora do GESC3 – Grupo de Estudos de Semiótica, Comunicação, Cultura e Consumo. Coordena o curso de Pós-Graduação em Pesquisa de Mercado na ECA – USP. É autora do livro Signos da Marca e co-autora de outros cinco livros, além de artigos em periódicos científicos e mídia em geral.
4) O Poder do Data Mining.
Por Thoran Rodrigues* Durante muito tempo o data mining foi alardeado como a nova onda do futuro, que iria alterar radicalmente o funcionamento da publicidade. Graças a ele, teríamos o fim da propaganda de massa, com ofertas totalmente focadas e individualizadas, e o desaparecimento de produtos fracassados nas prateleiras. Passados alguns anos desse alarde, no entanto, as empresas caíram na desilusão. As expectativas excessivas fizeram com que os projetos fossem aos poucos abandonados, considerados sem aplicação prática ou de custo excessivo. A realidade está no meio do caminho entre estes dois pontos de vista. Técnicas de data mining podem ajudar muito as empresas de publicidade, mas não fazem milagres. Ao mesmo tempo, seu uso correto depende de profissionais capacitados, que entendam não só a aplicação das técnicas, mas também seus fundamentos. Como, então, o data mining pode ser aplicado para auxiliar empresas de publicidade? Das mais diversas formas. O que entendemos como data mining é hoje uma área extremamente abrangente. Uma agência pode aplicar algoritmos genéticos (uma técnica de otimização) para determinar a distribuição ótima dos recursos de um cliente em diferentes meios de comunicação, ou em diferentes segmentos-alvo, trazendo assim maior retorno com menos custo. Outra técnica interessante para as agências são os mercados preditivos. Estes mercados, que funcionam como uma simulação de um mercado de ações, são um forte instrumento preditivo. Eles permitem prever, por exemplo, o quão bem sucedida uma campanha publicitária ou um novo produto será. Funcionam ainda como uma ferramenta interessante de engajar o público-alvo de programas de televisão. As agências podem também aplicar técnicas descritivas, como a análise de clusters, para construir uma segmentação automática do público alvo de uma campanha ou produto em atributos de interesse. Esta segmentação pode ser utilizada para apoiar ou então orientar pesquisas de opinião, oferecendo um resultado muito mais rico para os clientes. A análise de cestos de compra é outra técnica descritiva interessante, que orienta ações de cross-selling ou up-selling, trazendo benefícios potenciais enormes. Através dos exemplos acima, é possível ver que o data mining tem grande potencial para auxiliar as agências de publicidade, seja melhorando seus resultados ou reduzindo os seus custos. Mais do que isso, os resultados trazidos por estas abordagens diferentes podem representar um grande diferencial para as agências. *Thoran Rodrigues é diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Stone Age tech, empresa especializada em soluções para a gestão de banco de dados.
5) 23.02.2010 - Além do Óbvio: Mídias Sociais Gerando Resultados nas Empresas,
Todo tipo de empresas, de pequenas start-ups a grandes nomes como Ford e GM, têm identificado maneiras de aproveitar as mídias sociais como um canal de vendas e de comunicação direta com seus clientes. Existem vários exemplos de companhias que aprimoraram sua forma de transmitir mensagens e aumentaram seu reconhecimento graças ao uso de redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter. O que a maioria delas não percebeu ainda, no entanto, é que estas mídias podem proporcionar benefícios ainda maiores como fontes de informação ou como plataformas de aplicação. O uso de redes sociais como uma ferramenta de marketing direto é o óbvio. Elas são muito mais eficazes do que a propaganda em massa por serem democráticas e terem uma capacidade enorme de gerar o chamado “boca-a-boca”. Ir além é perceber que o valor destas redes não está só no canal empresa-cliente, mas também na massa de dados das respostas dos clientes às comunicações emitidas. Aliando tecnologia de tratamento e data mining a estes dados dos clientes, é possível analisar de forma quantitativa os resultados das campanhas, a reação dos clientes às mesmas. É possível ainda agrupar os clientes em clusters como “favoráveis”, “desfavoráveis” e “indiferentes”, ou até mesmo determinar estatísticamente o melhor discurso de vendas para cada cliente. As empresas podem chegar a ofertas personalizadas que levam em consideração não só o perfil histórico das compras do cliente, mas também a reação dele aos produtos lançados e a outras ofertas. Algumas grandes corporações já fazem esse trabalho. É o caso de sites de buscas que conseguem, com base no perfil de seu usuário, e levando em consideração suas preferências e seu histórico, retornar resultados melhores. É o caso também de sites de comércio on-line que oferecem recomendações baseadas nas recomendações de outras pessoas, e permitem a conversa entre consumidores para facilitar o processo de decisão. Outra maneira não-óbvia de se aproveitar as mídias sociais é utilizá-las como plataformas de aplicação dentro das empresas. Além do aperfeiçoamento da comunicação interna, há um melhor rendimento do trabalho. Existem corporações em que os funcionários compartilham suas dificuldades cotidianas, via rede social corporativa, e juntos encontram soluções de beneficio coletivo. Diversas são as oportunidades na associação entre as mídias sociais e outras ferramentas de tecnologia. Para se ter sucesso, basta olhar além do óbvio e adiantar-se às tendências, o que fará toda a diferença para o crescimento e futuro da corporação. *Thoran Rodrigues é diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Stone Age tech, empresa especializada em soluções para a gestão de banco de dados
6) 02.03.2010 - Pequenos Construtores do Brasil.
Há um clima positivo no tocante à recuperação econômica em 2010. Constantemente, vemos renovadas as estimativas otimistas nos vários segmentos produtivos, sobretudo para aqueles que exportam seus insumos e sofreram retração durante a crise que afetou o mundo em 2008 e 2009. Para as empresas brasileiras de micro e pequeno porte, este ano e o próximo devem entrar para a História como períodos de significativa prosperidade. Sinais positivos não faltam: de acordo com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae, foram justamente as micro e pequenas as responsáveis pela geração de 74% das 181.419 vagas criadas em janeiro de 2010. As médias e grandes empresas responderam, respectivamente, por 18% e 8% do total de vagas. O percentual alcançado pelas pequenas e micro equivale a um crescimento de 0,55% em relação ao estoque de empregos em dezembro de 2009 e supera em 27% o recorde anterior, alcançado em janeiro de 2008. Quando os pequenos vão ao mercado contratar, é sinal de que as coisas estão melhorando, de que negócios estão sendo fechados e de que o acesso ao crédito deixou de ser um provocador de infartos para se transformar em resposta para os problemas imediatos. As microempresas que empregam até quatro trabalhadores participaram significativamente no saldo total dos serviços (21,2%), comércio (15,7%) e indústria de transformação (7,8%). Aquelas que empregam entre 5 e 19 trabalhadores geraram os principais saldos na indústria de transformação (4%), serviços (3,5%) e construção civil (2,1%). Já as pequenas empresas foram responsáveis pelos principais saldos na indústria de transformação (10,2%), na construção civil (6,3%) e nos serviços (4,0%). Como se percebe, a construção civil também está entre os setores que mais criaram empregos no universo das microempresas. Esse bom desempenho pode ser creditado, em grande parte, às políticas habitacionais que estão sendo implementadas no Brasil. Programas como o ‘Minha Casa, Minha Vida’ geram um movimento virtuoso para toda a cadeia, pois aumentam a demanda tanto para as grandes construtoras quanto para os pequenos depósitos de material de construção. A lei geral das microempresas e empresas de pequeno porte (MPEs), adotada em 1.265 municípios brasileiros até o dia 28 de janeiro último, também despenhou um papel importante para a configuração dessa nova realidade. Na medida em que ela facilita a legalização das microempresas e empresas de pequeno porte, a Lei Geral torna possível que os micro e pequenos empresários participem das licitações governamentais. Especialistas afirmam que, nas cidades onde a Lei Geral encontrou maior adesão, houve aumento significativo nas compras feitas pelo governo às microempresas, nos setores do comércio, serviço e construção civil. Além disso, a lei estabelece um regime tributário diferenciado, que unifica e simplifica a arrecadação de impostos devidos pelas microempresas e empresas de pequeno porte. Tudo isso é muito bom para o empreendedor, pois torna sua vida menos complicada e aumenta suas possibilidades. Se as tendências atuais se mantiverem, e temos bons motivos para crer que isso acontecerá, cerca de 1700 municípios terão aderido à lei até o final do ano, beneficiando-se das várias vantagens por ela oferecidas. No Espírito Santo, 100% dos municípios já aderiram à Lei Geral. Em seguido, temos Mato Grosso (82,97%), Paraná (71,18%), Rio de Janeiro (59,78%) e Ceará (42,93%). O que temos, portanto, e uma indicação clara de que o Brasil está crescendo como um todo. E, a despeito dos nossos muitos problemas, como a pesada carga tributária e a legislação trabalhista anacrônica, estamos caminhando para um futuro melhor, onde aqueles que ajudam a construir nossas riquezas colherão os frutos de seus esforços. * Eduardo Pocetti é CEO da BDO, empresa que figura entre as cinco maiores do mundo em auditoria, tax e advisory services.
7) 09.03.2010 - 2010, o ano da persuabilidade no comércio eletrônico.
2010, o ano da persuabilidade no comércio eletrônico Chegamos a 2010, ano em que Arthur C. Clarke brilhantemente narrou e que Stanley Kubrick imortalizou nas telas, a continuidade de sua Odisséia, a busca por provas de vida inteligente não-humana e onde se inicia a conquista definitiva do espaço pelo homem. E a conquista do espaço virtual? Já conquistamos o cyberespaço? Onde está o desenvolvimento da nossa ainda adolescente Internet comercial? Onde estamos errando em nossas estratégias, em nossos projetos? Qual é o valor de termos 50, 100, 500 mil visitas por mês em nossos sites se não conseguimos transformá-las em vendas? O tempo das métricas baseadas apenas em grandes audiências acabou. O que importa é a efetividade dos projetos. Qual é a nossa real taxa de conversão? Em pouco mais de uma década, sucessivos e rápidos avanços vêm modificando o ecossistema global. E vai se acelerar ainda mais. Olhemos apenas para três vetores: mobilidade, redes sociais e vídeos. Todos interligados, aqui e agora. Em qualquer lugar. Mas a tecnologia é apenas ferramenta. Saber usá-la em favor dos nossos resultados comerciais é o grande desafio. Antes de mais nada, para gerenciar algo é preciso medi-lo, já disse Peter Drucker. Mas a realidade é bem diferente e vem comprometendo o sucesso de projetos Web e, mais especificamente, de projetos de comércio eletrônico. A verdade é que um grande número de empresas não utiliza nenhum sistema de Web Analytics para gerenciar o que acontece em seus sites. A WA Consulting analisou mais de 300 empresas listadas no Anuário da Revista Exame Maiores e Melhores de 2008. Cerca de 50% delas não usavam nenhuma ferramenta de Web Analytics baseada em tags, pequenos códigos de programação inseridos nas páginas dos sites e que permitem acompanhar os eventos que ocorrem, incluindo as suas origens e, principalmente, se os usuários atingiram seus objetivos. Para que o leitor entenda como formatar o projeto de uma loja on-line que consiga trazer resultados em vendas permita-me uma abordagem mais técnica. Para ser bem sucedido, ele deve ser concebido em três etapas: o site ou a interface propriamente dita, a estrutura de atendimento para suas conversões e contatos, conhecido como Back Office, e somente depois implementar as ações de mídia e divulgação para atrair tráfego. E para conhecer o escopo da loja virtual é necessário fazer as perguntas certas e dominar as variáveis envolvidas. Qual é a proposta de valor da empresa? Como a empresa está posicionada e se diferencia dos concorrentes? Quem são os compradores? Como e quando eles compram? Qual é o comportamento dos usuários? Respondendo bem às perguntas acima, podemos então definir os objetivos que serão buscados com o projeto. Parece óbvio, mas muitas vezes não está evidente, porque muitas conversões, como é o caso, por exemplo, das compras, são iniciadas na Internet e são concluídas no ponto-de-venda ou começam em meios off-line e terminam na Internet. Temos que, pelo menos, tentar medir e conhecer estes processos e caminhos. Depois de conhecer bem a realidade do projeto, passamos a listar os requisitos, as funcionalidades e conteúdos que usaremos para que os usuários se tornem clientes ou prospects e atinjam os objetivos desejados. Feito isso, podemos transitar do intangível, planejado e pensado, para o tangível, o que começa com a arquitetura de informação, na qual definimos a estrutura de navegação, os elementos que estarão presentes, suas posições e pesos respectivos e a rotulação, nomes que daremos aos elementos presentes. A fase seguinte é o desenvolvimento e programação, onde com o avanço da convergência é imperativo pensarmos em plataformas que sejam escaláveis e que possam ser levadas para outros meios. Quando então definirmos os objetivos e os funis de conversão, guias que desenhamos para que os usuários possam alcançar seus objetivos, devemos pensar na estrutura de medição através de ferramentas de Web Analytics. Terminado o desenvolvimento, instalamos e configuramos o software de medição. Depois vem a fase de testes, que deve ser ampla e detalhada. Agora sim, nossa nave está pronta para explorar o espaço. O cyber espaço. Mas temos que dividir nosso olhar entre o gato e o peixe. Aperfeiçoamentos e manutenções são constantes e nunca podem ser esquecidos. Temos que conhecer os usuários detalhadamente e em profundidade. Só assim conseguiremos criar projetos centrados nos usuários. Projetos com usabilidade. Mas apenas a usabilidade não resolve o problema. Temos que converter. Temos que persuadir. Usabilidade mais persuasão é igual à Persuabilidade. Este é o conceito que define o sucesso ou fracasso de um projeto de e-commerce. Sem seguir esta cartilha seu consumidor vai entrar na loja, circular, circular e ir embora com o carrinho vazio. E não é isso que você quer, é? (*)Alejandro Dicovsky é sócio da Multiplica Brasil, empresa de consultoria em estratégias digitais.
8 ) Enfrentando os grandes,
Um dos maiores e mais saudáveis desafios que as empresas enfrentam em seu dia a dia chama-se concorrência. Um exercício natural e diário sem o qual o termo “mercado” simplesmente não existiria. Tudo bem, mas o que dizer sobre a concorrência desigual, aquela imposta pelas grandes empresas, contra as de menor porte? Como se não bastassem as dificuldades enfrentadas pelas pequenas (carga de impostos, inadimplência, burocracia, empréstimos, etc), em muitos casos, a concorrência com empresas de maior porte (melhores estruturadas), pode ser fatal. Então, uma pergunta se faz necessária: é possível a uma empresa de menor porte sobreviver ao poder de fogo dos grandes? A resposta: pode até não ser tão fácil, porém, é perfeitamente possível. Pense bem, se fosse algo impossível, os grandes jamais teriam se tornado o que são, afinal, poucas empresas começam suas atividades dominando mercados (salvo as exceções das fusões de grandes corporações). Em sua maioria, quem hoje é grande certamente já foi pequeno um dia, desafiou concorrentes, e enfrentou com sucesso os ataques de quem tinha mais estrutura, mais tempo de mercado e mais poder de fogo. No final das contas, mesmo que não os tenha derrotado literalmente, os venceu naquilo que era necessário para sua sobrevivência no mercado. A força dos grandes não pode ser ignorada, mas se por um lado eles dominam os mercados, por outro, possuem reações mais lentas e dificilmente tem o conhecimento regional que alguém de menor porte, como você, tem. Então, como brigar “de igual para igual” com alguém que não é igual a você? Simples. Usando criatividade e seus diferenciais para atacar o “gigante” em seus pontos fracos (lembra-se da história de Davi e Golias?). Detecte suas deficiências e as explore ao máximo (um gigante pode ser forte, mas nunca vai ser mais rápido e ágil do que você) e, principalmente, tenha coragem para realizar as mudanças que forem necessárias. Alguns aspectos devem ser sempre levados em consideração para enfrentar os desafios do mercado e da concorrência desigual: - Tenha excelência no seu atendimento, acima de tudo; - Cresça com responsabilidade, dando sempre um passo de cada vez, afinal, há uma grande diferença entre ser empreendedor e ser irresponsável; - Ter um departamento de cobranças eficiente. A inadimplência é uma das maiores inimigas dos pequenos; - Flexibilize-se, pois centralizar informações e ações é o primeiro passo para o mal atendimento ao cliente; - Fortaleça-se. Busque sempre parcerias estratégicas com fornecedores e empresas. Lembre-se sempre do ditado: “a união faz a força”; - Simplifique sempre. Afinal, a burocracia não tem essa má fama à toa; - Monitore constantemente seus clientes. Não se envaideça pelos elogios. Dê toda a atenção às críticas e às reclamações que receber, pois elas são o melhor termômetro para detectar falhas nos seus processos, e as corrigir rapidamente; - Programe-se e planeje sempre o futuro; - Contrate uma empresa ou um profissional que lhe oriente a utilizar corretamente as ferramentas de marketing e da comunicação para vender seus produtos e serviços. Saiba que já existem ótimas empresas e profissionais especializados no atendimento às empresas de menor porte. Não existe fórmula mágica para o seu sucesso nos negócios, mas seguindo essas dicas, aparentemente simples, fica mais fácil você enfrentar os grandes. Sua empresa se fortalece, melhora o atendimento e, pode ter certeza, não há gigante capaz de entrar em sua “fortaleza” (fatia de mercado) se você tiver eficiência e uma carteira de clientes satisfeitos e fiéis. Ficar estagnado, apenas se defendendo dos golpes do gigante, pode ser fatal! Portanto, tome a iniciativa e vá à luta! Marcel Antunes é publicitário e diretor da Lusko Fusko Consultoria, empresa especializada em Marketing e Comunicação para micro e pequenas empresas. www.luskofusko.com.br contato@luskofusko.com.br Twitter: @luskofusko
9 ) O futuro do Brasil nos bancos escolares.
O futuro do Brasil nos bancos escolares Por Eduardo Pocetti* Foi amplamente noticiado o fato de o Brasil não ter alcançado as metas traçadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico no tocante à educação. Ficamos aquém dos nossos objetivos em qualidade de ensino, erradicação do analfabetismo e diminuição da repetência e da evasão escolar. Nessas horas, procede-se a uma espécie de caça às bruxas. Pedagogos, secretários da educação dos municípios e dos estados, professores, empresários – todos são instados a se manifestar sobre o problema, a apontar culpados e a sugerir soluções. Não sou da área de educação, por isso não vou me aventurar a discutir esses aspectos. Porém, considero fundamental salientar que essa dificuldade em suprir lacunas na Educação vem impactando diretamente a vida do País. O Brasil tem plenas condições de se tornar uma das maiores economias do mundo em menos de quatro décadas. Mas, para chegar a esse patamar, vai depender basicamente da produtividade da sua força de trabalho. Hoje, é comum os empresários se queixarem da falta de mão de obra qualificada. Há um verdadeiro “apagão” de engenheiros, geólogos, estatísticos e outros profissionais com alta especialização, sobretudo na área de Exatas, para atender às necessidades do País. Essa deficiência afeta justamente as áreas em que nós temos mais potencial para crescer, tais como a construção civil, a exploração de minérios e hidrocarbonetos e o agronegócio com viés autossustentável. Além de faltar profissionais, muitos daqueles que já são diplomados têm uma preparação insuficiente para as necessidades do mundo dinâmico e globalizado no qual estamos inseridos. No Brasil, a média de tempo de estudo da população economicamente ativa é de apenas 3,5 anos, contra 10 na China, 11 anos no Japão e 12 nos Estados Unidos. Como resultado dessa falta de qualificação, metade dos brasileiros trabalha na informalidade – destes, 20% recebem menos de um salário mínimo por mês, e mais de 50% cumprem jornada integral de trabalho. Essas informações podem ser conferidas no Mapa do Mercado de Trabalho no Brasil, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Não basta que as pessoas obtenham certificados. É preciso que seu conhecimento seja compatível com os padrões internacionais de qualidade e desempenho. Se, vinte anos atrás, o fato de uma pessoa saber escrever o próprio nome bastava para classificá-la como ‘alfabetizada’, hoje ela só será considerada não-analfabeta se for capaz de ler e entender um manual de instruções e de produzir textos coerentes. Essa elevação do patamar de exigência se replica, de forma proporcionalmente igual, em todas as outras esferas de formação e conhecimento. Como eu disse no começo deste artigo, não sou um profissional da educação. Mas sou uma pessoa que vivencia o dia-a-dia das empresas em um grande número de segmentos. Com base nessa experiência, posso afirmar que é indispensável fortalecer a base, para que a educação se construa sobre alicerces sólidos. Em outras palavras, é no ciclo básico, e a seguir no ensino médio, que se estrutura o profissional apto e competente que dará conta dos desafios futuros. A matemática dos bancos de colégio é o ponto de partida para a formação de um grande físico, geólogo, programador, engenheiro etc. E a pedagogia moderna deve valer-se de seus instrumentos para ajudar a formar pessoas curiosas, criativas e abertas ao aprendizado constante. Somente assim teremos como acompanhar as novas tecnologias, e quem sabe um dia, nos antecipar a elas. * Eduardo Pocetti é CEO da BDO Auditores Independentes.
29) Não restrinja, invista, por Juliana Carnicelli
Aproveite a calmaria pós-recessão para repensar
e replanejar os investimentos em marketing
Como agradar o consumidor e fazer com que ele escolha um determinado produto? Hoje, além de aspectos como preço, oferta e promoções, quem vai às compras também está preocupado com os rumos da saúde própria e a do planeta.
Tão desafiadora quanto irreversível, esta nova tendência no consumo tem chamado cada vez mais players para o mercado. Diante deste quadro, surgem dúvidas do tipo “Como posso maximizar o retorno com os investimentos cada vez menores que venho fazendo?”, “Devo continuar investindo em mídia ou devo direcionar meus esforços a promoções no ponto de venda?” “Devo investir em mídias alternativas (Internet, celular etc.) ou tradicionais? Ou nas duas?”
Com anos base na relação entre investimentos em mídia versus ponto de venda, notei que a mídia, apesar de ser a primeira a ser reduzida ou até mesmo cortada em períodos de crise, é uma das grandes responsáveis pelos efeitos de longo prazo da marca, entre eles a penetração de mercado.
Já as promoções, apesar de normalmente gerarem incrementos de venda significativos, não geram impactos a longo prazo e tendem a aumentar a sensibilidade do produto com relação a preço. Promoção é uma boa alavanca de vendas, mas deve ser utilizada com cautela, pois quando o consumidor passa a esperar por ela, a efetividade da ação cai.
Agora, que os “ventos de crise” parecem estar se dissipando, as empresas que souberem melhor endereçar essas questões terão maiores probabilidades de êxito. Verificamos isso no passado durante a crise na Argentina em 2001. Nos dois primeiros anos de crise, as marcas que trabalharam o mix de investimentos não tiveram êxito tão superior às demais, porém, a partir do período de recuperação, essas marcas foram destaque no mercado, pois estavam mais bem preparadas para o crescimento.
Juliana Carnicelli* é gerente de consultoria analítica da Nielsen Brasil. A executiva foi uma das responsáveis pelo desenvolvimento da ferramenta Nielsen Marketing Mix, capaz de compreender os efeitos das ações de marketing e também o retorno gerado por elas.
10) Não restrinja, invista, por Juliana Carnicelli
Aproveite a calmaria pós-recessão para repensar
e replanejar os investimentos em marketing
Como agradar o consumidor e fazer com que ele escolha um determinado produto? Hoje, além de aspectos como preço, oferta e promoções, quem vai às compras também está preocupado com os rumos da saúde própria e a do planeta.
Tão desafiadora quanto irreversível, esta nova tendência no consumo tem chamado cada vez mais players para o mercado. Diante deste quadro, surgem dúvidas do tipo “Como posso maximizar o retorno com os investimentos cada vez menores que venho fazendo?”, “Devo continuar investindo em mídia ou devo direcionar meus esforços a promoções no ponto de venda?” “Devo investir em mídias alternativas (Internet, celular etc.) ou tradicionais? Ou nas duas?”
Com anos base na relação entre investimentos em mídia versus ponto de venda, notei que a mídia, apesar de ser a primeira a ser reduzida ou até mesmo cortada em períodos de crise, é uma das grandes responsáveis pelos efeitos de longo prazo da marca, entre eles a penetração de mercado.
Já as promoções, apesar de normalmente gerarem incrementos de venda significativos, não geram impactos a longo prazo e tendem a aumentar a sensibilidade do produto com relação a preço. Promoção é uma boa alavanca de vendas, mas deve ser utilizada com cautela, pois quando o consumidor passa a esperar por ela, a efetividade da ação cai.
Agora, que os “ventos de crise” parecem estar se dissipando, as empresas que souberem melhor endereçar essas questões terão maiores probabilidades de êxito. Verificamos isso no passado durante a crise na Argentina em 2001. Nos dois primeiros anos de crise, as marcas que trabalharam o mix de investimentos não tiveram êxito tão superior às demais, porém, a partir do período de recuperação, essas marcas foram destaque no mercado, pois estavam mais bem preparadas para o crescimento.
Juliana Carnicelli* é gerente de consultoria analítica da Nielsen Brasil. A executiva foi uma das responsáveis pelo desenvolvimento da ferramenta Nielsen Marketing Mix, capaz de compreender os efeitos das ações de marketing e também o retorno gerado por elas.
11) 10 razões para investir na Comunicação com as mulheres, por Rique Nitzsche

Imaginem o seguinte roteiro de novela: por motivos de herança, uma mulher era feliz e sócia de uma empresa com o seu marido. Quando o companheiro morre, descobre que ele havia deixado o negócio para um filho que teve com uma de suas amantes. Choque! Ela reage, veste roupas masculinas, coloca uma barba postiça e vai à luta. Consegue, com o apoio dos demais sócios, destituir o herdeiro, com o argumento de que o rapaz era jovem demais para conduzir a companhia. Depois de 20 anos de uma administração altamente eficiente, morre e consagra-se pelo feito.
Essa história é real. O nome dela é Hatshepsut, filha de Tutmés I e meia-irmã e mulher de Tutmés II, que governou o Egito entre 1502 e 1482 a.C. utilizando barba postiça e roupas masculinas de faraó – veja o que elas têm de fazer nesse mundo machista para mostrar a sua competência! Lá se vão 3,5 mil anos de história para justificar os terninhos que elas usam hoje no exercício de funções executivas.
No início do ano, uma pesquisa revelou que nos próximos meses, nos Estados Unidos, as mulheres serão a maioria das pessoas empregadas formalmente. No Brasil, já representam 44% do mercado de trabalho, mas entre os profissionais com mais de 11 anos de estudo predominam, beirando o índice de 60%.
Poucos anos atrás, um banco solicitou à minha empresa que estudássemos as oportunidades de comunicação no ambiente seleto que é conhecido como "banco dentro do banco". Naquela época, as mulheres eram responsáveis por menos de 20% do volume de transações comerciais entre a população de maior poder aquisitivo, que são seduzidos com um atendimento diferenciado em uma área especial nas agências bancárias.
Algum tempo depois, apresentamos um documento radical no qual recomendamos que parassem de tentar falar com os homens e focassem somente nas mulheres. Em nossa investigação, descobrimos um fato incontestável: a enorme velocidade do crescimento da importância delas na transformação da sociedade contemporânea. Cada vez mais rápido, passavam a interferir ativamente e positivamente nas mudanças sociais. Os dados que recolhemos mostravam que, mesmo que fossem muito diferentes entre elas próprias, apresentavam uma tendência contínua de comportamento. Por que, então, concentrar o foco da comunicação nelas? Abaixo, uma lista com dez razões para isso.
1) Elas são 3% mais inteligentes do que os homens. Se os atributos do seu produto ou serviço fazem sentido, mas necessitam de alguma habilidade para serem percebidos, escolha uma comunicação inteligente e direcionada ao público feminino.
2) São mais exigentes no momento da compra inicial e compensam o investimento de tempo mantendo-se fiéis nas compras seguintes. Se a marca atender às expectativas mais elevadas das mulheres, responderá também às exigências dos homens.
3) Conquistam o poder de decisão cada vez mais rapidamente. No Brasil, sustentam sozinhas quase um terço dos lares. As que vivem sozinhas (solteiras, descasadas ou viúvas) têm renda 62% maior do que as acompanhadas.
4) São as maiores compradoras do planeta. Consomem muito mais do que os homens e ainda influenciam a decisão do que eles querem adquirir. As pesquisas apontam-nas como responsáveis por 80%, ou mais, do total das compras realizadas.
5) Porque "são detetives em exercício na maior parte das compras", diz Tom Peters. Apresente comparações com vários concorrentes importantes. Ao oferecer a informação, você direciona a perspectiva dela, acelera o seu processo de decisão e assume a transparência do negócio.
6) Porque buscam um relacionamento, uma conexão. Querem dialogar e não simplesmente negociar. São agregadoras e, ao saber que as amigas procuram um produto ou serviço, a probabilidade de recomendar marcas é três vezes maior que no caso dos homens.
7) São mais sensíveis à comunicação ambiental, mais receptivas em todos os canais sensoriais, prestam mais atenção ao contexto geral e são mais holísticas. Possuem maior visão periférica e valorizam ambientes prestativos.
8) Aceitam o apoio de um consultor. São duas vezes mais propensas que os homens a buscar suporte de um especialista. São investidoras mais cautelosas e confiam menos na sua própria habilidade.
9) Tendem a fazer mais o dever de casa do que o sexo oposto, pois são mais responsáveis. Pesquisam mais antes de investir e são mais pacientes e analíticas.
10) Ainda não são completamente compreendidas. Não querem produtos diferentes dos oferecidos aos homens, mas querem ser atendidas de modo distinto. O atendimento personalizado é mais importante do que o desempenho do produto ou serviço.
Se eu tivesse de resumir tudo, diria que as mulheres só querem respeito e, obviamente, todos os procedimentos culturais e sociais necessários para que essa atitude exista. Elas desejam não necessitar se travestir para trabalhar, partilhar o poder, consumir ou construir uma família digna. Querem que seus atributos femininos bastem para serem verdadeiramente protagonistas de um futuro melhor.
"Muitos e muitos anos atrás, quando eu começava a minha carreira de jornalista, uma pessoa muito querida afirmou numa coluna que eu 'escrevia igual a um homem'. O contexto da nota era altamente elogioso. Passei muito tempo refletindo sobre como deveria ler aquela frase, que eu recebera com gratidão, sabendo que tinha sido redigida de coração aberto por alguém cheio de carinho e boas intenções. Hoje penso que isso deve ter sido meu primeiro grande exercício em compreensão e, quem sabe, sabedoria: receber um insulto como se elogio fosse", escreveu a jornalista Ana Maria Bahiana, no Dia Internacional da Mulher, na segunda-feira 8 de março de 2010, sobre a conquista dos Oscars de melhor direção e melhor filme por Kathryn Bigelow, a p rimeira diretora de cinema a realizar tal façanha.
* Rique Nitzsche é diretor de criação e gestor de projetos da AnimusO2 (www.animus.com.br), agência especializada em Shopper Inovation.
12) A Copa de 2014 e as vantagens e desvantagens para o nosso País, por Dr.Guilherme Nunes

A realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil tem sido motivo de grande polêmica na sociedade. De um lado há os que são a favor do empreendimento, apostando em grandes investimentos em infra-estrutura e desenvolvimento interno. Já outros desacreditam os projetos do governo e dizem que o evento trará grandes gastos públicos, e que o montante deveria ser investido em setores mais carentes, como saúde e educação.
No entanto, algumas medidas positivas estão sendo tomadas. Pode-se citar, como exemplo, a propositura pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça, Gilmar Mendes Ferreira, de um acordo de cooperação técnica com o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, com o objetivo de oferecer a ex-detentos vagas de trabalho nas obras realizadas para a competição. Tal medida figuraria como forma de ressocialização, através de parcerias com empresas que ofereceriam postos de trabalho a estas pessoas extremamente marginalizadas pela sociedade e vítimas de preconceito, pois insertas em um sistema penitenciário falido, dissociado de seu escopo legal de re-inserção na sociedade. Se o projeto realmente sair do papel, será uma verdadeira conquista e resgate da dignidade humana destas pessoas que já pagaram sua dívida para com a sociedade.
Certo é que a economia do país passará por um efeito alavanca, em que todas as áreas auferirão ganhos. As cidades que sediarão os jogos serão as primeiras a serem beneficiadas com grandes projetos de infra-estrutura, como a preparação dos estádios, seja recuperando os já existentes, seja pela construção de novos prédios, além da reformulação do sistema de transporte público, melhoria no sistema de segurança e até mesmo na movimentação da iniciativa privada na infra-estrutura de turismo, com a construção de novos hotéis, restaurantes, o que inevitavelmente acarretará a geração de empregos em diversos setores da economia. Uma pesquisa realizada pela FGV Projetos, a pedido da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), revelou que a Copa do Mundo de 2014 deverá gerar 3,6 milhões de empregos no Brasil.
Grandes consultorias de Recursos Humanos, já sinalizam que toda essa quantidade de empregos não será gerada, somente no ano da Copa, mas começa desde já. O mercado de recrutamento, estimulado não somente pelas empresas brasileiras e estrangeiras, mas também pelo Governo em suas diversas esferas, vem demonstrando um desenvolvimento em potencial muito promissor para o crescimento do país.
Hoje já se percebe o crescimento de vagas para áreas da Construção Civil, desde a mão-de-obra menos qualificada até aos administradores. Há ainda uma demanda crescente na área de merchandising, onde as empresas já começam a estampar sua marca em todos os lugares como patrocinadora nesse evento mundial, que não poderia ser menos importante, lembrando que estamos no chamado país do futebol.
Durante o período dos jogos, a procura será grande pelo profissional mais qualificado. Um dos maiores diferenciais para o trabalhador, será a fluência em outros idiomas, principalmente o inglês. É imperativo para a sobrevivência de uma empresa, qualquer que seja sua área de atuação, que esta tenha funcionários capacitados para atender o público proveniente de todas as partes do mundo, de uma maneira educada e eficiente.
Não podemos deixar de mencionar que mesmo após a Copa do Mundo, com um bom atendimento e uma boa campanha durante os jogos, teremos mais força, para atrair novos investidores estrangeiros, para que estes tragam suas empresas para o Brasil, gerando empregos de uma maneira direta, como também passem a fazer negócios com nossas empresas gerando uma reação em cadeia, acarretando empregos em todas as esferas da sociedade. Tudo isto sem mencionar o aspecto turístico, que poderá ser potencializado com uma impecável organização e execução dos jogos.
Já podemos ver toda a preparação, como por exemplo, o sistema Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) que criou um comitê técnico sobre a Copa 2014, para incentivar a participação das micro e pequenas empresas nas obras e prestação de serviços do Campeonato Mundial. Ou ainda, a Confederação Nacional de Turismo (CNTur) que espera por em prática programas de capacitação de profissionais que trabalharão na Copa do Mundo em 2014. A meta da instituição é de que500 mil pessoas estejam qualificadas nas 12 cidades que receberão jogos do evento.
Vale ressaltar que, com todas essas mudanças previstas para os próximos anos, nasce a importância de se ter um acompanhamento jurídico. É importante para o cidadão que busca por uma oportunidade de emprego e de desenvolvimento profissional, tenha ciência de seus direitos. Com o aumento da necessidade por mão-de-obra, nasce uma grande oportunidade para que o trabalhador consiga melhores condições de trabalho, recebendo melhores salários e sendo mais reconhecido pelo labor executado. O trabalhador brasileiro deve aproveitar esse momento pelo qual o país já está passando, onde há cada vez mais a procura por um profissional bem qualificado e com grande probabilidade de reconhecimento.
Porém, há ainda a preocupação sobre qual a melhor maneira de fazer com que todo esse investimento efetivamente ocorra, sem que ninguém se prejudique, ou seja, que seja bom para o investidor privado e público.
Neste sentido, a Parceria Público Privada aparece como um caminho para o investimento, desde que o Governo trabalhe de acordo com os limites impostos por lei. No entanto, essa alternativa deve ser cautelosamente avaliada, visto que acarretaria um endividamento governamental, diante da obrigatoriedade de o governo oferecer garantias aos entes privados, o que poderá não ser a melhor opção para a ainda instável e frágil conjuntura econômica global atual.
Assim, da gama de possibilidades que a Copa de 2014 traz para a economia brasileira, a ideia da utilização de benefícios tributários para determinados setores da economia torna-se um dos incentivos mais interessantes.
Há que se cuidar apenas, com a experiência vivida nos Jogos Pan-americanos de 2007, que a Copa não seja mais um motivo para escândalos envolvendo o Governo, com desvio de dinheiro público e acertos ilegais.
Fato é que a economia tem chances de crescimento em todos os setores. Independentemente do que ocorra ou da maneira como esse projeto monumental seja gerenciado, haverá espaço para o profissional da área jurídica.
Diretamente, como já está acontecendo, há oportunidade de consultorias, com elaboração de pareceres jurídicos, principalmente sobre as maneiras de levantamento do dinheiro que será usado. Há ainda uma grande demanda trabalhista, pois onde há grandes obras, há uma enorme quantidade de contratações, tanto de mão-de-obra para a efetiva construção e reformas, como também para todo o mercado fornecedor de matéria-prima e serviços.
A demanda jurídica crescerá também na área internacional, com a assessoria na obtenção de vistos e de investimentos estrangeiros.
Em resumo, o Brasil, de uma maneira geral, só tem a ganhar com a vinda de um grande evento mundial como a Copa. Muitos turistas virão ao país, muitas obras públicas e privadas serão realizadas e muito trabalho será gerado. Assim, com uma boa gestão desta oportunidade e com a participação de todos os setores da economia, a sociedade toda ganha.
* Guilherme Nunes é graduado pela Universidade Paulista e pós-graduando em Direito e Processo do Trabalho pela Universidade Mackenzie. Faz parte da equipe de advogados da Cerqueira Leite Advogados Associados atuando na área Trabalhista.
Informações: www.cerqueiraleite.com.br
13) O Papel do Slogan na Construção da Marca, por Mario Mattos, diretor de Marketing da GfK Brasil.
O papel do slogan na construção de marca
* Mario Mattos
Palavra criada pelos Celtas, povo que ocupou o centro da Europa entre os séculos 1.000 a.C. e 400 a.C., o slogan era utilizado originalmente como um grito de guerra, com a finalidade de motivar os guerreiros para a luta através do estímulo a vínculos racionais e afetivos com seu povo. Mas a finalidade do slogan hoje lhe confere ainda muita semelhança com sua origem, pois mantém seu papel de mobilização para determinada ação - de consumo – e de construir vínculos com as marcas, sendo um importante recurso no processo de construção de marcas fortes e reconhecidas.
Para cumprir eficientemente este papel, um slogan deve trabalhar ao mesmo tempo e integradamente forma e conteúdo. Como bem registrou o escritor francês Oliver Reboul em “O Slogan”, “sua força é inseparável de sua forma“, ou “uma idéia com força de venda”.
Com relação à forma, para atingir seu objetivo é importante que o slogan seja curto, conciso, simples e claro, mnemônico (fácil de memorizar), eufônico (com sonoridade agradável) e preferencialmente bonito do ponto de vista estético.
Quanto ao seu conteúdo, ele precisa ser preciso na missão de transmitir a mensagem desejada, que pode ser:
- Associação a atributos funcionais – Bombril, 1001 utilidades; Tomou Doril, a dor sumiu; Sedex – Mandou. Chegou;
- Associação a atributos emocionais – Perdigão, Se é de coração, é de verdade; Coca Cola, Abra a felicidade;
- Definição de posicionamento - Gol, Linhas aéreas inteligentes; Band, Integridade na informação;
- Definição de posicionamento de preço - Telha Norte, Preço baixo é nosso forte;
- Atribuição de qualidade – Bosch Car Service, Qualidade e todos os serviços ao seu alcance; Vivo, Conexão como nenhuma outra; Mercedes-Benz Classe E, Insuperável;
- Diferenciação – Toyota Camry, Sofisticação elevada à máxima potência;
- Tradição – Bohemia, desde 1853; Safra, Tradição secular de segurança;
- Liderança - Boston Medical Group, Líder mundial em saúde sexual masculina;
- Globalização - No Brasil e no mundo, HSBC; O mundo, as pessoas e a Brasken;
- Transmissão de um novo conceito – Tim, Você, sem fronteiras; Omo, Porque se sujar faz bem; Natura, Bem estar bem; Santander, Valorizando idéias por uma vida melhor;
- Impacto sobre a compra – Claro, Escolha; Veja, Indispensável;
- Identificação – Itaú, Feito para você; Casas Bahia, Dedicação total a você; Leroy Merlin, A casa da sua casa; Vale, Cada vez mais verde. E amarela; Brasil, Um país de todos;
- Entre outros.
Mas se o conteúdo tem papel importante na construção da marca, surge uma questão sobre o uso de slogan em inglês no Brasil. Em um primeiro olhar a pergunta parece fazer sentido uma vez que diversas marcas se utilizam deste idioma aqui, como por exemplo:
- Honda - The power of dreams;
- Avon – The company for women;
- Nissan – SHIFT_the way you move;
- Purina – Your pet. Our passion;
- Hyunday – Drive your way;
- LG – Life´s Good;
- Volvo – Life is better lived together;
- Philips – sense and simplicity;
E se olharmos do ponto de vista do consumidor, qual a sua percepção do uso do inglês associado às marcas? A discussão pode ser aprofundada de duas formas: compreendendo qual a percepção gerada pelo uso do inglês, a despeito da compreensão de seu conteúdo, e entendendo o nível de conhecimento dos consumidores sobre o idioma.
Uma pesquisa realizada pela GfK, com 1.500 consumidores brasileiros, procurou auxiliar nestas questões. De início pode-se dizer que o inglês é reconhecido como uma língua universal, sendo assim há um bom entendimento e aceitação do seu uso nas mensagens publicitárias.
E, independentemente da compreensão da frase, algumas mensagens são transmitidas quando se utiliza um slogan em inglês. Em especial, há uma associação da marca com qualidade, sofisticação e prestígio, transmitindo segurança pela associação com uma marca global, do primeiro mundo. Assim, se o posicionamento da marca for consistente com estes valores, o uso do inglês irá reforçar este posicionamento, mesmo que o público alvo não tenha compreensão da língua e do conteúdo da mensagem.
Agora, vejamos como se dá a questão da compreensão do idioma. Segundo o estudo, 32% dos entrevistados afirmaram entender inglês, sendo 28% um pouco; 2% quase tudo e 2% tudo. Ou seja, já estamos tratando de um universo restrito a cerca de 1 em cada 3 consumidores brasileiros.
Como confirmação desta declaração, estes entrevistados foram solicitados a apresentar sua compreensão sobre 5 slogans em inglês. Como resultado, daqueles que afirmaram compreender o inglês, 82% não conseguiram compreender corretamente nenhuma das 5 frases.
Em resumo, do total dos consumidores brasileiros, 4% entendem bem o inglês; 2% entendem alguma coisa; 26% dizem que entendem, mas não entendem; e 68% assumem que não entendem o inglês.
Ainda segundo a pesquisa, o perfil de quem entende inglês, com destaque, é composto por: homens, jovens, solteiros, com escolaridade mais elevada, executivos e profissionais liberais. A grande questão é: se o público alvo da marca é este, perfeito! O slogan em inglês transmite o conteúdo de sua mensagem. Se não, apenas o conteúdo genérico daqueles atributos relacionados anteriormente (sofisticação, global, etc.) é percebido.
Entretanto, o desafio de construção de slogans eficientes não se limita à questão do idioma de Shakespeare. Em grande parte, nossos consumidores têm limitações para compreender também mensagens escritas no idioma de Oswald de Andrade.
De fato, quando apresentados a um slogan em português, 64% dos entrevistados apresentaram entendimento correto da mensagem; 6% entendimento errado e 30% nenhum entendimento do que a empresa queria transmitir com a frase.
Este cenário ajuda a compreender a baixa associação entre slogans e marcas. Entre diversas marcas testadas, em inglês e português, a maior associação correta foi de apenas 30% dos entrevistados, no caso de “Natura” e “Bem estar bem”. Esta reflexão busca destacar os cuidados importantes na construção e uso desta poderosa ferramenta de construção de marca - o slogan, em especial na atenção que deve ser dada ao consumidor alvo da mensagem, nas suas características demográficas, atitudinais, regionais etc.
E, para finalizar, dois usos exemplares de slogans em um mesmo universo de bebidas alcoólicas:
- 51, Uma boa idéia – em português, simples e de fácil compreensão, forte e impactante, voltado para um público amplo e, no geral, com menor grau de instrução;
- Keep walking, Johnnie Walker – em inglês, simples e direto, fortemente associado à essência da marca, voltado para um público alvo similar ao perfil que entende o idioma.
Artigo de Mario Mattos, diretor de marketing da GfK Brasil.
14) As 5 ‘bolas dentro’ e as 5 ‘bolas fora’ do Marketing Institucional, por Roberto Kalil, diretor de Marketing do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo. (www.cdb.com.br).
Enquanto o marketing comercial é focado em prospecção e vendas, o marketing institucional chega a ser confundido com a administração geral, já que se utiliza de inúmeras ferramentas para se comunicar com diversos públicos.
15) Por que as empresas erram tanto?, por Rita Almeida, publicitária e presidente da CO. R Inovação – precursora do planejamento criativo no Brasil.

Milhares de empresas jogam dinheiro pelo ralo quando o assunto é divulgar a marca. Na corrida pelos lucros, esquecem-se do principal: falar a linguagem do consumidor com um posicionamento claro e objetivo.
16) De Stefani a Lady Gaga: como uma marca consegue se preservar?, por Rique Nitzsche

De Stefani a Lady Gaga: como uma marca consegue se preservar?, por Rique Nitzsche, design thinker, diretor de criação da AnimusO2 (www.animus-o2.com), especialista em Shopper Innovation, professor de Design Estratégico da pós-graduação da ESPM-Rio..
"Tá louco? Eu pedi uma ideia para aumentar as vendas e você me traz um projeto com quatro meses de preparação? Eu não quero um projeto, quero uma promoção rápida de varejo. Daqui a quatro meses, eu nem sei se ainda estou com essa marca ou nesse departamento. Eu quero é o meu bônus."
17) Uma Nova Geração, uma Nova Mídia, por Maurício Carmagnani, diretor da DRT Mídia, empresa especializada no desenvolvimento de novas mídias. Administrador de empresas e MBA em Finanças, pela Thunderbird (The Garvin School of International Management).

UMA NOVA GERAÇÃO, UMA NOVA MÍDIA
*Maurício Carmagnani
O crescimento de pessoas à procura da formação superior tem chamado minha atenção nesses últimos anos. Atualmente, o público universitário é formado, em sua grande maioria, pela geração Y. Entendemos que esses jovens são altamente tecnológicos, ousados e acostumados a realização de multitarefas. Mas, será que esses universitários deixaram para trás hábitos de antigos grupos para, enfim, se tornarem o mais digitalizado e dinâmico grupo a frequentar o ensino superior?
A resposta para isso talvez esteja em um estudo realizado nos Estados Unidos com 4.374 alunos de 13 instituições de ensino. A pesquisa mostrou que a maioria deles possuía computadores pessoais e celulares, diferente de 10 anos atrás. Porém, apenas 12% deles tinham computadores de bolso e uma minoria de 20% já tinha criado conteúdo próprio para internet. Então, não é necessariamente verdade que esta geração seja composta somente de pessoas altamente qualificadas a navegar na internet e conversar em redes sociais.
Dessa maneira, podemos citar um simples exemplo de que esses jovens não são extremamente desligados aos comportamentos antigos. Você ou seu filho ainda utiliza caderno? Por alguns motivos, é praticamente inviável que alguém leve à faculdade um notebook. Normalmente, quando se ingressa em uma universidade, não estamos com a situação financeira estabilizada, pois disponibilizamos parte de nossa renda para o fim educacional, ou seja, pagamos matrículas, mensalidades, re-matrículas, compramos apostilas, livros, cadernos e mantemos esse ciclo por cerca de quatro anos. Comprar um computador móvel pode não estar ao alcance deste público. Outro ponto a se pensar é a locomoção e segurança do objeto. Muitos alunos utilizam transporte público para chegar à faculdade. Horário de pico, metrô ou ônibus lotado e mochila pesada tendem a não combinar.
Isso não quer dizer que a geração Y deixou de ser inovadora e despojada. Eles assimilam com agilidade novas informações e, por serem ambiciosos e questionadores, modificaram o modo como os líderes têm se relacionado aos seus subordinados. Prova disto é o comportamento existente em sala de aula. A liberdade para a troca de ideias e exposição de opinião são características cada vez mais presentes no ambiente universitário. Mas uma coisa é certa: o espiral com folhas ainda é o meio de anotações mais utilizado pelos estudantes. Sua praticidade e forma única de organizar o conhecimento continua a conquistar diferentes gerações.
Segundo o Censo da Educação Superior de 2008, onúmero de matrículas obteve um aumento de 650 mil em 1999 para 2,5 milhões em 2008. Porém, a indústria de mídia do país permaneceu quase estável quando analisamos que os universitários tendem a ser consumidores finais de determinados produtos. Como estar próximo ao seu cliente, durante o período que a pessoa permanecer na universidade? Qual a melhor forma de interagir com esses alunos dinâmicos e ágeis, como trocar informações de maneira rápida e eficaz? Pensando nisso, a DRT Mídia, empresa especializada no desenvolvimento de mídias, imaginou criar algo que contribuísse com a educação desses jovens e, ao mesmo tempo, atendesse a necessidade das empresas de se comunicarem com esses futuros formadores de opinião. Assim, trouxemos para o Brasil o conceito Q Caderno!
Inspirado em modelos internacionais, o produto é uma novidade no mercado nacional e vem para atender a esta demanda criada pela ativa geração Y. Sua ideia central é distribuir gratuitamente para os alunos universitários um caderno para anotações diárias e, com isso, manter a proximidade entre consumidor e patrocinador, uma vez que as empresas presentes no Q Caderno! terão suas marcas na contracapa, divisórias ou bolsa cartão durante todo o semestre.
Assim, com o mercado universitário em pleno desenvolvimento, precisamos de inovação e criatividade para atrair e, principalmente, estimular os jovens. Nesse sentido, o marketing passa por um processo de transformação, na qual utiliza cada vez mais novas mídias para se aproximar do seu público, ou seja, para se destacar nesse mercado concorrido, é importante reunir qualidade, novidade e responsabilidade social.
*Maurício Carmagnani é diretor da DRT Mídia, empresa especializada no desenvolvimento de novas mídias. Administrador de empresas e MBA em Finanças, pela Thunderbird (The Garvin School of International Management).
18) Boa Gestão e um remédio contra crise, Por Eduardo Pocetti, CEO da BDO, Uma das Maiores Empresas do Brasil e Cinco do Mundo em auditórios, impostos e serviços de consultoria.
A crise da Grécia, Que Ganhou contornos de violência e exigiu Uma enérgica atuação da União Européia contida Ser Pará, Aliada Às Dificuldades Financeiras da Espanha e de Portugal, acirra OS ânimos dos Investidores e Analistas econômicos Colocam OS de sobreaviso. Nesse contexto surge uma questão: o Mercado bancário brasileiro, é Que vive Período de forte Crescimento NAS Operações de Crédito, correspondente Riscos de Liquidez OU Solvência?
Por Eduardo Pocetti*

A crise da Grécia, que ganhou contornos de violência e exigiu uma enérgica atuação da União Europeia para ser contida, aliada às dificuldades financeiras da Espanha e de Portugal, acirra os ânimos dos investidores e coloca os analistas econômicos de sobreaviso. Nesse contexto, surge a questão: o mercado bancário brasileiro, que vive um período de forte crescimento nas operações de crédito, corre riscos de solvência ou liquidez?
A resposta, apresentada com muita propriedade pelo Banco Central (BC) no seu mais recente Relatório de Estabilidade Financeira, é “não”. Graças à sua musculatura de capital e regulação, o Brasil deverá continuar firme, mesmo em cenários de estresse mais acentuado que o atual. O BC aproveita para assinalar que houve uma expansão sustentável da carteira de crédito com qualidade, ou seja, com baixo risco de inadimplência.
Outro dado importante contido no relatório diz respeito à análise da liquidez: segundo o BC, o montante de ativos líquidos que hoje se encontra à disposição dos bancos brasileiros é suficiente para suportar suas operações, inclusive em um cenário, hoje pouco provável, de agravamento da crise.
O índice de Basiléia, que obriga os bancos a terem pelo menos 11 reais em capital para cada 100 reais emprestados, foi mantido em nível satisfatório no Brasil. Isso foi possível porque o aumento da exposição ao risco de crédito dos bancos se fez acompanhar por aportes de capital e pela incorporação de lucros.
No relatório, o BC reconhece a gravidade da crise europeia, em especial da Grécia. E, com base nos dados do primeiro trimestre de 2010, a instituição ressalta que a aversão ao risco nas economias da zona do euro se deteriorou por conta da situação fiscal de parte das economias locais. Nesse quadro, deu-se a depreciação do euro em relação ao dólar.
Desse modo, o Brasil deve continuar, sim, como “a bola da vez” para os investidores estrangeiros. É claro que, no universo econômico, as previsões falham. Não podemos ignorar que a Bovespa oscilou ao sabor da crise europeia, nem esquecer que a imprensa mundial já começa a discutir se o Brasil é, de fato, esse gigante forte e poderoso que aflorou após a crise de 2008 e 2009. Mas o que não falha nunca, e pode e deve ser praticado por todos os empreendedores, não importando o porte ou o tipo do negócio, é a boa gestão. E, neste sentido, as instituições financeiras do Brasil têm dado um exemplo que deveria ser seguido pelo resto do mundo.
Além da boa gestão da economia no sentido mais amplo do termo, também é importante, para a solidez dos alicerces do País, que existam práticas de boa gestão em todos os setores, inclusive nas empresas. E, quando se fala em gestão eficiente, deve-se ter em mente que a contabilidade impecável dela faz parte. Afinal, não é de hoje que os contadores, administradores e responsáveis pela gestão de empresas compreenderam que o alcance das informações contábeis vai além do simples cálculo de impostos e da atenção ao cumprimento de legislações comerciais, previdenciárias e legais.
Quando a contabilidade é encarada como mera burocracia para atendimento governamental, ela custa “caro”; quando é vista como ferramenta de gestão, permite obter e aproveitar informações relevantes, e partir delas efetuar projeções de fluxo de caixa, analisar indicadores, calcular ponto de equilíbrio, determinar custos padrões, fazer o planejamento tributário e elaborar o orçamento e o controle orçamentário.
Objetivamente, se a empresa aproveita as informações geradas, adquire mais um fator de competitividade em relação aos concorrentes, pois passa a tomar decisões baseadas em fatos reais e dentro de uma técnica comprovadamente eficaz, que é a prática contábil.
Assim, ao contrário do que acontece no mercado de capitais, a contabilidade gerencial não inventa nem infla dados. Seu lastro está na escrituração regular dos documentos, contas e outros fatos que influenciam o patrimônio empresarial. Contra uma empresa bem gerida, não há crise que possa ter efeitos devastadores, e isso é o que realmente importa.
* Eduardo Pocetti é CEO da BDO, quinta maior empresa do mundo em auditoria, tributos e advisory services.
19) Contato Face-to-face ainda é a melhor estratégia, por Adriano José Meirinho, Diretor de Marketing e Comunicação da Catho Online Gerar informação qualificada e difundir conhecimento de maneira ágil entre todos os colaboradores, fornecedores e clientes.
CONTATO FACE-TO-FACE AINDA É A MELHOR ESTRATÉGIA
Adriano José Meirinho*
Gerar informação qualificada e difundir conhecimento de maneira ágil entre todos os colaboradores, fornecedores e clientes. Esta é a força motriz por trás da criação de diversas ferramentas de comunicação com as quais lidamos hoje. Conseguimos, com o auxílio da tecnologia, romper diversas fronteiras e, simultaneamente, nos tornarmos cidadãos do mundo, sem deixar a estação de trabalho.
Contestar as facilidades destes recursos? De maneira alguma. Sou um entusiasta da web 2.0 e, pessoalmente, tento acompanhar não só o meu perfil no twitter e nas redes sociais que integro, mas também todas as novidades relacionadas à tecnologia e à comunicação.
Acredito muitíssimo no potencial dessas novas bases de contato humano, mas acredito ainda mais no equilíbrio e, por isso, levo muito em conta a experiência de gerações anteriores à minha que pregavam sabiamente: “A palavra de um homem vale o fio do bigode”.
Pode até parecer um pouco arcaico. Eu concordo. Mas acredito que este pensamento sobre o valor da palavra empenhada representa, na verdade, o princípio da confiabilidade nas relações pessoais, algo que, ainda hoje, depende da proximidade e do contato humano.
Sim, é verdade. Não há como não reconhecer os diversos benefícios alcançados pelo advento destas novas ferramentas. Se avaliarmos, mesmo de maneira bem superficial, podemos verificar que com e-mails, instant messengers e outros tantos recursos utilizados no meio corporativo temos, além da redução da distância e, claro, do tempo, alguns benefícios relacionados à sustentabilidade, como a sensível diminuição na utilização de papéis, devido ao menor número de impressões e até na emissão de CO2, uma vez que, com a possibilidade de conference calls, chats e mesmo vídeo conferências, o número de deslocamentos e viagens para reuniões também acaba decrescendo.
Mas, se os benefícios são inegáveis, as transformações, tanto no ambiente quanto na rotina de trabalho, também o são.
E entre as grandes mudanças, pode-se destacar a forma inadvertida com a qual suplantamos o contato pessoal. Não raras vezes, percebemos pessoas que trabalham juntas, em uma mesma sala, interagindo por meio destes comunicadores instantâneos. Pode até parecer exagero, mas é como se, vivendo em uma mesma casa, membros de uma mesma família conversassem apenas por telefone. E é esse, na verdade, um dos principais receios relacionados à adoção destes recursos: a frieza e o distanciamento.
Para solucionar, ou mesmo minimizar, estes problemas – principalmente em empresas que utilizam a tecnologia como plataforma de trabalho, como é o caso da Catho Online – é necessário executar um intenso trabalho de gestão de pessoas e de relacionamento, aproximando as diversas equipes que integram áreas e departamentos diferentes de seus respectivos líderes.
Ou seja, é preciso realizar um intenso trabalho de humanização das relações, criando condições favoráveis para que todos os colaboradores reconheçam não só as pessoas a quem respondem, mas também os colegas com quem trabalham. Esta estratégia, somada às regras e códigos de conduta, assim como ao bom senso dos funcionários, forma a base para a utilização adequada destas ferramentas em ambiente corporativo, preservando a dinâmica da geração de informação e difusão de conhecimento sem, contudo, prejudicar a confiabilidade do bom e velho contato face-to-face.
*Adriano José Meirinho é Diretor de Marketing e Comunicação da Catho Online
20) Como aumentar a eficiência das suas campanhas de links patrocinados, por Silvio Tanabe, consultor de marketing digital da Magoweb e autor do blog Clínica Marketing Digital (www.magoweb.com/clinicadigital)
Silvio Tanabe
COMO AUMENTAR A EFICIÊNCIA DAS SUAS CAMPANHAS DE LINKS PATROCINADOS
* Silvio Tanabe
Se você faz campanhas de links patrocinados para sua empresa, seja qual for o site (Google, Yahoo!, MSN Bing, Uol etc.), em algum momento vai enfrentar a seguinte situação, se é que já não está passando por isso: depois de um período de crescimento, os resultados vão estacionar ou mesmo cair. Para impulsionar novamente os cliques, você vai aumentar o orçamento, até chegar ao ponto de questionar se o investimento está valendo a pena.
Esta situação é muito comum e não significa que sua campanha chegou ao limite. Mostra apenas que você está entrando em uma nova fase, que exigirá mais conhecimento sobre como funciona essa ferramenta de publicidade online.
Sim porque, por trás da facilidade com que se pode criar um anúncio e imediatamente colocá-lo no ar, existe uma infinidade de detalhes, nuances e variações que determinam o seu sucesso.
Não é intenção aqui entrar nestes pormenores (há uma diversidade de cursos, treinamentos e tutoriais especializados, e o próprio Google fornece inclusive certificações técnicas para quem quiser se aprofundar), mas apresentar algumas orientações fundamentais para ajudar você a aumentar a eficiência dos anúncios e campanhas, gerando resultados sem necessariamente elevar o orçamento. Os pontos básicos para planejar as campanhas são:
Momento de compra do cliente
A internet é uma das únicas mídias que possibilitam realizar todo o processo de compra em um único meio: “descobrir” uma loja, produto ou serviço; pesquisar informações e detalhes, comparar as diversas opções existentes e efetivamente comprar. O segredo para aumentar a eficiência dos investimentos em links patrocinados é criar anúncios de encontro a cada um destes momentos.
Por exemplo, uma loja especializada em pesca pode fazer um anúncio com o título “equipamentos de pesca” para que as pessoas interessadas em pescaria descubram a sua loja em suas pesquisas na internet; criar um anúncio destacando “varas de pesca e molinetes” para chamar a atenção de quem já procura por estes equipamentos; um anúncio “molinetes marca XYZ, vários modelos” para os que estão pesquisando produtos, e “molinete marca XYZ, modelo A1 em 5x sem juros”, para quem já decidiu pela compra e busca quem ofereça melhores condições de pagamento.
Se você trabalha com e-commerce, o ideal é desenvolver campanhas abrangendo todas estas características. Se a sua empresa possui um site com perfil mais institucional é preciso descobrir o grau de interesse pelo seu produto/serviço nas pesquisas nos sites de busca para elaborar a campanha com o perfil correto. Uma forma de fazer isso é também criar campanhas focadas na descoberta, pesquisa, comparação e compra e monitorar quais geram maior retorno.
Tenha uma estratégia definida (tráfego x conversão)
Aumentar a eficiência das campanhas também depende de objetivos e estratégias bem definidos. Se você quer tornar sua empresa ou marca mais conhecida, destacar diferenciais, apresentar seus produtos ou prestar algum tipo de esclarecimento, o melhor é adotar uma estratégia para aumentar o tráfego, ou seja, a audiência do site. Nestes casos, opte pelos anúncios mais abrangentes (descoberta e pesquisa). Se o objetivo principal é gerar contatos ou vender (conversão), a estratégia é criar anúncios mais específicos (comparação e compra).
Você pode adotar ou alternar as estratégias também de acordo com objetivos pontais, como o caso de uma campanha de esclarecimento ou uma promoção rápida.
Entenda o “Ad Rank”
O conceito foi criado pelo Google para administrar suas campanhas Adwords e é seguido, com diferentes termos e algumas variações, pelos outros sites que oferecem links patrocinados. Como o nome já diz, o Ad Rank é a forma de qualificar um anúncio de acordo com a relevância para quem consulta. Por esse motivo um anúncio com alto índice de relevância pode aparecer com mais destaque do que um anúncio com orçamento maior. Para que isso aconteça é preciso obedecer a três critérios:
* Palavras-chave do anúncio tem de ter objetividade e estardiretamente relacionadas com a “página de destino”.
* Página de destino (landing page): é a página específica do site para onde o anúncio está direcionado. Além do link, o Ad Rank leva em conta também se a página do site possui as mesmas palavras-chave do anúncio.
* CTR (Click To Rate) é a principal referência para medir o sucesso de uma campanha e é obtida dividindo-se o número de cliques no anúncio pelo número de visualizações, vezes 100 (para quem gosta de matemática, CTR = Cliques / Impressões x 100). Por exemplo, se um > anúncio obteve 1 clique e foi visualizado 100 vezes, o seu CTR é de 1%.Considera-se um bom resultado campanhas cuja taxa de CTR seja de pelo menos 3%. Não se trata de uma “receita de bolo”, mas sim de conceitos que precisam ser assimilados e, principalmente, testados. O retorno não aparecerá na primeira tentativa e talvez até seja necessário elevar o orçamento e diversificar as campanhas. Porém v ocê terá mais domínio sobre o que está fazendo e, com isso, mais condições de produzir aos poucos resultados com mais eficiência.
*Silvio Tanabe é consultor de marketing digital da Magoweb e autor do blog Clínica Marketing Digital (www.magoweb.com/clinicadigital)
21) O apagão profissional e o futuro do País, por Jorge Cunha, CFO (Chief Financial Officer) da BDO, quinta maior empresa do mundo em auditoria, tributos e advisory services.
Jorge Cunha
O apagão profissional e o futuro do país
Por Jorge Cunha*
Falta gente qualificada para ocupar as vagas que, em virtude do forte crescimento econômico, começam a sobrar no País. A informação está presente em estudo feito pela Fundação Dom Cabral com as 76 maiores companhias do Brasil, divulgado pela imprensa no último final de semana.
De acordo com o levantamento, os setores mais afetados são os de construção civil, indústria naval, automobilístico, ferroviário, moveleiro, de transportes e serviços, siderúrgico e metalúrgico. Sessenta e sete por cento das empresas consultadas pelos pesquisadores disseram ser "muito difícil" contratar funcionários.
Por um lado, o Brasil ainda amarga um índice de 8 milhões de desempregados; de outro, sobram vagas. O que existe, portanto, é um descompasso entre "aquilo que sobra" - uma grande massa de pessoas sem qualificação e, não raro, analfabetas funcionais - e "aquilo que falta": gente bem preparada. E não se trata apenas de encontrar candidatos com o certificado de conclusão de um curso superior. Para o profissional moderno ter alguma chance de sucesso no competitivo cenário globalizado, ele deve se mostrar apto a lidar com os novos apelos do mercado, com as novas tecnologias e com a necessidade constante de rever métodos e conceitos.
A falta de mão de obra capaz de atender essa ampla gama de exigências pode sufocar os planos brasileiros de crescer mais de 5% ao ano. Ao lado da infraestrutura deficitária, do sistema tributário paquidérmico, da burocracia exagerada e da legislação trabalhista draconiana, o fenômeno que está sendo chamado de "apagão profissional" representa um gargalo importante. É muito mais caro para uma empresa se instalar num país onde, por pressuposto, ela terá de captar funcionários no exterior, bancando salários atraentes e benefícios que motivem uma pessoa qualificada a empreender uma mudança tão grande.
Vale lembrar que, ao contrário do que ocorria algumas décadas atrás, não são somente os profissionais em cargos de comando que devem dispor de atributos como visão estratégica e capacidade de gerenciamento. Hoje, as pirâmides organizacionais não são tão rígidas. A cúpula ficou pequena demais para processar o enorme volume de informações e a abrangência dos conhecimentos requeridos em um cenário cada vez mais complexo. Dessa forma, surgiram novas posições, paralelas às de gerência e direção, em geral ocupadas por técnicos e especialistas que traçam diretrizes e coordenam projetos específicos.
Dentro desse espírito florescem e se disseminam, com êxito, os conceitos de descentralização, autonomia, iniciativa, proatividade, senso crítico, criatividade e pensamento sistêmico. Incentivar a formação de pessoas com perfil adequado a essa gama de desafios deve ser, desde já, uma das prioridades brasileiras. Na verdade, estamos atrasados nessa jornada: o "apagão da mão-de-obra" vem sendo debatido, há tempos, por estudiosos, pesquisadores, políticos, empresários e executivos. Não fizemos quase nada a respeito, e agora urge correr atrás do prejuízo.
* Jorge Cunha é o CFO (Chief Financial Officer) da BDO, quinta maior empresa do mundo em auditoria, tributos e advisory services.
22) Como aumentar a eficiência das suas campanhas de links patrocinados, por Silvio Tanabe, consultor de marketing digital da Magoweb e autor do blog Clínica Marketing Digital (www.magoweb.com/clinicadigital)

COMO AUMENTAR A EFICIÊNCIA DAS SUAS CAMPANHAS DE LINKS PATROCINADOS
* Silvio Tanabe
Se você faz campanhas de links patrocinados para sua empresa, seja qual for o site (Google, Yahoo!, MSN Bing, Uol etc.), em algum momento vai enfrentar a seguinte situação, se é que já não está passando por isso: depois de um período de crescimento, os resultados vão estacionar ou mesmo cair. Para impulsionar novamente os cliques, você vai aumentar o orçamento, até chegar ao ponto de questionar se o investimento está valendo a pena.
Esta situação é muito comum e não significa que sua campanha chegou ao limite. Mostra apenas que você está entrando em uma nova fase, que exigirá mais conhecimento sobre como funciona essa ferramenta de publicidade online.
Sim porque, por trás da facilidade com que se pode criar um anúncio e imediatamente colocá-lo no ar, existe uma infinidade de detalhes, nuances e variações que determinam o seu sucesso.
Não é intenção aqui entrar nestes pormenores (há uma diversidade de cursos, treinamentos e tutoriais especializados, e o próprio Google fornece inclusive certificações técnicas para quem quiser se aprofundar), mas apresentar algumas orientações fundamentais para ajudar você a aumentar a eficiência dos anúncios e campanhas, gerando resultados sem necessariamente elevar o orçamento. Os pontos básicos para planejar as campanhas são:
Momento de compra do cliente
A internet é uma das únicas mídias que possibilitam realizar todo o processo de compra em um único meio: “descobrir” uma loja, produto ou serviço; pesquisar informações e detalhes, comparar as diversas opções existentes e efetivamente comprar. O segredo para aumentar a eficiência dos investimentos em links patrocinados é criar anúncios de encontro a cada um destes momentos.
Por exemplo, uma loja especializada em pesca pode fazer um anúncio com o título “equipamentos de pesca” para que as pessoas interessadas em pescaria descubram a sua loja em suas pesquisas na internet; criar um anúncio destacando “varas de pesca e molinetes” para chamar a atenção de quem já procura por estes equipamentos; um anúncio “molinetes marca XYZ, vários modelos” para os que estão pesquisando produtos, e “molinete marca XYZ, modelo A1 em 5x sem juros”, para quem já decidiu pela compra e busca quem ofereça melhores condições de pagamento.
Se você trabalha com e-commerce, o ideal é desenvolver campanhas abrangendo todas estas características. Se a sua empresa possui um site com perfil mais institucional é preciso descobrir o grau de interesse pelo seu produto/serviço nas pesquisas nos sites de busca para elaborar a campanha com o perfil correto. Uma forma de fazer isso é também criar campanhas focadas na descoberta, pesquisa, comparação e compra e monitorar quais geram maior retorno.
Tenha uma estratégia definida (tráfego x conversão)
Aumentar a eficiência das campanhas também depende de objetivos e estratégias bem definidos. Se você quer tornar sua empresa ou marca mais conhecida, destacar diferenciais, apresentar seus produtos ou prestar algum tipo de esclarecimento, o melhor é adotar uma estratégia para aumentar o tráfego, ou seja, a audiência do site. Nestes casos, opte pelos anúncios mais abrangentes (descoberta e pesquisa). Se o objetivo principal é gerar contatos ou vender (conversão), a estratégia é criar anúncios mais específicos (comparação e compra).
Você pode adotar ou alternar as estratégias também de acordo com objetivos pontais, como o caso de uma campanha de esclarecimento ou uma promoção rápida.
Entenda o “Ad Rank”
O conceito foi criado pelo Google para administrar suas campanhas Adwords e é seguido, com diferentes termos e algumas variações, pelos outros sites que oferecem links patrocinados. Como o nome já diz, o Ad Rank é a forma de qualificar um anúncio de acordo com a relevância para quem consulta. Por esse motivo um anúncio com alto índice de relevância pode aparecer com mais destaque do que um anúncio com orçamento maior. Para que isso aconteça é preciso obedecer a três critérios:
* Palavras-chave do anúncio tem de ter objetividade e estardiretamente relacionadas com a “página de destino”.
* Página de destino (landing page): é a página específica do site para onde o anúncio está direcionado. Além do link, o Ad Rank leva em conta também se a página do site possui as mesmas palavras-chave do anúncio.
* CTR (Click To Rate) é a principal referência para medir o sucesso de uma campanha e é obtida dividindo-se o número de cliques no anúncio pelo número de visualizações, vezes 100 (para quem gosta de matemática, CTR = Cliques / Impressões x 100). Por exemplo, se um > anúncio obteve 1 clique e foi visualizado 100 vezes, o seu CTR é de 1%.Considera-se um bom resultado campanhas cuja taxa de CTR seja de pelo menos 3%. Não se trata de uma “receita de bolo”, mas sim de conceitos que precisam ser assimilados e, principalmente, testados. O retorno não aparecerá na primeira tentativa e talvez até seja necessário elevar o orçamento e diversificar as campanhas. Porém v ocê terá mais domínio sobre o que está fazendo e, com isso, mais condições de produzir aos poucos resultados com mais eficiência.
*Silvio Tanabe é consultor de marketing digital da Magoweb e autor do blog Clínica Marketing Digital (www.magoweb.com/clinicadigital)
23) Não saia de perto do seu cliente, por Maurício Carmagnani, diretor da DRT Mídia, empresa especializada no desenvolvimento de novas mídias. Administrador de empresas e MBA em Finanças, pela Thunderbird (The Garvin School of International Management).

NÃO SAIA DE PERTO DO SEU CLIENTE
*Maurício Carmagnani
Você já se perguntou desde quando as pessoas fazem questão de divulgar suas idéias? A publicidade, por exemplo, já é um costume social desde a antiguidade. Já fizemos anúncios em tabuletas de argila, papiros, pinturas em paredes e gravações em rochas. Nosso flyers de hoje, ainda que em outro formato, podiam ser facilmente encontrados na antiga Grécia e Roma. Com o crescimento da economia e a evolução da comunicação, a propaganda passou a fazer parte da rotina de todos nós.
Cada vez mais, a relação de proximidade entre empresas e consumidores é fator decisivo durante o processo de tomada de decisão. Seja um serviço, ou o mais variado tipo de produto, é preciso fazer com que as pessoas reconheçam que precisam de algo e, além disso, que apenas a sua marca pode lhe satisfazer. Por isso, surge a dúvida: como atingir mais de 6,7 bilhões de pessoas em tempos de comunicação instantânea, em que não há fronteiras de tempo ou espaço para a informação?
Na antiguidade, por exemplo, gado e alimentos eram o foco dos publicitários daquele tempo. Já no século XVII, livros, enciclopédias e medicamentos estampavam aquilo que daria origem aos jornais modernos. Nos anos 50, hábitos femininos em transformação eram retratados. Hoje, tudo é ou pode ser um objeto da publicidade. Médicos, artistas, a Ciência, governos e governantes, todos querem ser divulgados. A expressão “falem bem ou falem mal, mas falem de mim” nunca foi levada tão a sério.
Contudo, há uma superlotação dos meios convencionais de comunicação e os espaços para veiculação de mensagens correm o risco de serem obsoletos na percepção das pessoas. Por isso, o desenvolvimento de novas mídias nunca foi tão desejado por quem quer abrir canais de relacionamento com os públicos de interesse. O mais do mesmo já não acompanha a velocidade com que o mundo e a comunicação se transformam e se atualizam, deixando de dar conta do grande objetivo de uma mensagem publicitária: estimular o indivíduo em prol de determinada ideia.
Especialmente para os consumidores das gerações mais novas, interatividade e chances de dialogar com a propaganda são essenciais para o sucesso. Para essa aproximação, é preciso criar alternativas que fujam do usual. Nesse sentido, o merchandising é um ótimo exemplo para se analisar o processo de renovação de práticas já consolidadas.
Se antes a veiculação publicitária era feita em meios destinados exclusivamente a tal atividade, hoje já vemos até mesmo produtos que são usados para vender. Quem ainda não recebeu uma caixa de pizza com uma enorme propaganda estampada onde antes havia o telefone da pizzaria pode se preparar. As tradicionais listas telefônicas também ganharam uma nova roupagem.
A aproximação cliente/empresa depende cada vez mais da ousadia do anunciante, que não pode mais se submeter somente aos espaços exclusivos para publicidade. Você tem que se perguntar o que faz parte do cotidiano do seu consumidor. Caixas de leite, chaveiros, bonés e cadernos universitários fazem parte dessa rotina? Busque seus próprios espaços e conquiste seu lugar ao sol, de preferência bem ao lado do lugar do seu cliente.
*Maurício Carmagnani é diretor da DRT Mídia, empresa especializada no desenvolvimento de novas mídias. Administrador de empresas e MBA em Finanças, pela Thunderbird (The Garvin School of International Management).
24) O Bom e Velho Blog Ainda Tem Espaço na Era do Twitter e das Redes Sociais?, por Silvio Tanabe, consultor da Magoweb Marketing Digital e Soluções para Internet.
Silvio Tanabe
A ascensão destas novas formas interativas reduziu a notoriedade dos blogs, mas não a sua importância, principalmente para as empresas
*Silvio Tanabe
Os blogs surgiram há alguns anos como uma forma revolucionária de interagir na internet. Em vez de sites complexos e complicados, cheios de recursos visuais e que exigiam diversos técnicos para o seu desenvolvimento e atualização, você mesmo podia criar um blog na hora, de graça, e falar de suas preferências, opiniões e pontos de vista a qualquer momento. De certa forma, os blogs deram início à verdadeira democratização da web, no sentido de permitir que qualquer pessoa com acesso à rede pudesse se expressar publicamente com liberdade.
Com a evolução da própria internet e da sua forma de uso, surgiram novos recursos mais interativos, como as mídias e redes sociais, culminando no Twitter. A ascensão destas novas formas interativas reduziu a notoriedade dos blogs, mas não a sua importância, principalmente para as empresas.
O papel de gerar burburinho (buzz) e espalhar rapidamente uma idéia, slogan ou conceito (viral) foram assumidos por sites como Twitter, Facebook e Orkut, mais ágeis e dinâmicos (como ficou comprovado no impressionante fenômeno recente do “Cala a boca Galvão”), assim como novas redes sociais que surgem a cada dia, como o FormSpring. Porém os blogs continuam sendo imbatíveis em três aspectos:
1. Canal de informação: dizer aos clientes o que você está fazendo e descobrir o que eles estão pensando.
2. Canal de relacionamentos: construir uma base sólida de experiências positivas com seus clientes, que os converta de meros consumidores de antes em fãs da sua empresa e de seus produtos.
3. Gestão do conhecimento: disponibilizar o conhecimento de sua empresa para as pessoas.
Mas é preciso ter consciência de que o blog é apenas um meio. Assim como o Twitter, não vai gerar resultados sendo usado apenas como mais um canal de propaganda da empresa.
A força do blog está na interação com os clientes e na possibilidade da empresa transmitir seus valores prioridades. O retorno direto não é medido em vendas, mas no grau de relacionamento que a empresa consegue estabelecer com seus clientes. Quanto mais forte esse relacionamento, maior a fidelidade aos seus produtos e serviços e, aí sim, maiores as possibilidades de venda. Algumas formas de exercitar este diálogo são:
Fortalecer o relacionamento – O blog é um excelente canal para ouvir o que consumidores e clientes têm a dizer sobre os seus produtos e serviços, como fazem uso deles e quais as sugestões para melhorá-los.
Reagir a eventos negativos à empresa – Blogs funcionam como um serviço de atendimento ao cliente, respondendo rapidamente às dúvidas e reclamações. Servem também como uma forma de monitorar o que falam da sua empresa e da sua marca na internet, fornecendo feedback sobre suas ações de comunicação e marketing.
Influenciar os formadores de opinião – Um blog pode ser a melhor forma para chamar a atenção e influenciar os chamados “formadores de opinião” (especialistas, jornalistas, artistas etc.) cujas preferências e escolhas influenciam diversas outras.
Na prática, tomemos como exemplo um hotel. Ele pode usar o seu blog para ouvir as sugestões dos clientes em relação ao atendimento ou serviço de quarto, mostrar as melhorias que está fazendo e avisar os clientes sobre novos pacotes e promoções. Ao mesmo tempo, atender as queixas e eventuais reclamações e mostrar as medidas que está tomando para resolvê-las.
Para atrair os formadores de opinião, no caso publicações especializadas em turismo, divulgar depoimentos de clientes satisfeitos ou das atrações diferenciadas da sua cidade ou região.
Cabe destacar também que o uso dos blogs não exclui a atuação nas redes e mídias sociais. Enquanto o Twitter é imediato e focado em ações rápidas, o blog é ágil e mantém o relacionamento aberto. Atuando juntas, se complementam e criam sinergia capaz de aumentar o raio de ação das suas ações de marketing digital.
Silvio Tanabe é consultor da Magoweb Marketing Digital e Soluções para Internet. (www.magoweb.com/clinicadigital)
25) A Força das Siglas no Mundo Corporativo, por Hélio Moreira, diretor da New & Growing branding & design – www.newgrowing.com.
Hélio Moreira
A força das siglas no mundo corporativo
*Hélio Moreira
Estamos cada vez mais em um mercado de siglas e nomes curtos. Empresas estatais e privadas são conhecidas através de abreviaturas: VIVO, TIM, OI, CLARO, IG, COPASA, SABESP, COMGÁS e etc. Em todas as áreas e em todas as línguas, as marcas deixaram de apresentar nomes extensos e complicados e optaram pela abreviação de sua identidade, colaborando, assim, para um entendimento mais fácil de determinada empresa.
Muitas pessoas de diferentes linhas de pensamentos após lerem a introdução deste texto se pegam pensando, mas por que nomes curtos? Uma tendência da era da informação? Apenas para simples entendimento em diversos idiomas e sotaques num país continental como o Brasil?
Existem duas razões para tentarmos solucionar estas questões. Em primeiro lugar porque estamos sujeitos a um excesso de informação diária e nosso cérebro só retém um pequeno percentual do mesmo, fazendo com que consigamos armazenar acontecimentos, eventos e fatos simples. Em segundo lugar, as empresas preferem comunicar imagens curtas, fortes e que se adaptem a todos os suportes publicitários e níveis de público, conseguindo atingir uma parcela mais significativa da sociedade com um gesto mais comum: apenas a marca ou o próprio nome.
Exemplos destes casos podem ser vistos em variados meios, sejam eles da área de comunicação, marketing, negócios, serviços, sustentabilidade, entre outros. Em muitos casos as iniciais do nome de uma empresa acabam sendo fixadas na mente do consumidor. Isso, com o passar dos anos, faz que o mesmo esqueça o nome por extenso de determinada empresa ou marca.
Esses fatos leva-nos a pensar no surgimento de siglas ‘amadoras’ sem sentido e cujo o objetivo é apenas a abreviação de um nome familiar. Muitas vezes, surgem no mercado vazias de significado, dificultando à associação a marca ou a seu mercado.
Para traz já ficou o mito de que o nome não conta, desde que se tenha um bom produto alinhado com uma estratégia de vendas adequada. Nos dias de hoje e com o acirramento do mercado, o poder e a força do nome fazem total diferença na hora de investir ou garantir clientes e serviços à sua empresa. Se a organização em questão tiver um nome infeliz, vazio ou ‘sem sentido’, vale a pena rever os seus valores e investir em uma nova identidade. Mas lembre-se: nunca, jamais e em hipótese alguma desvalorize a identidade do seu negócio.
Fonte: Hélio Moreira, diretor da New & Growing branding & design – www.newgrowing.com